domingo, 11 de março de 2012
Bom Paladar
Novas aventuras, **** (nome do lugar protegido) foi fantástico!Surpreendi - me com uma noite anarquista da melhor qualidade e em ótima compania! Essas noites maravilhosas são raras e quase sempre bem intensas! Infelizmente agora, ando carimbando meu passaporte com lugares que ele não é definitivamente necessário. Ao menos me resta ousar sonhar com lugares distantes.Já posso ouvir os tambores africanos aqui do continente? Recuso - me a permanecer muito tempo olhando para o mesmo lugar, cansa a vista, cansa a mente e transborda de tédio minha alma.Ora, Arrastar seu corpo em guetos perseguindo sombras enquanto há luz,emoção e cor nos arredores do mundo demonstra total falta de bom senso e péssimo paladar para roteiros de viagem, bons restaurantes e companias divertidas. Afinal qual o objetivo de quem não se arrisca? Rostos sem vida estão cada dia mais próximos da morte, e parecem não se dar conta do olhar sombrio e expressão assombrosa de horror que tais rostos me provocam. Fazem de propósito para me assustar? Quanta maldade! Compramos espelhos para eles, na esperança de lançar alguma luz ? Desperdiçam suas vidas seguras, tirando a poeira de suas redomas de vidro, preocupados de forma exagerada com a influência que o mundo exterior tem em suas vidas perfeitas(Ouso dizer patéticas?). Qual tipo de segurança ou certeza estão buscando? É mesmo uma escolha de vida ou uma certeza covarde de suas privações? Aventure – se! O mundo é mesmo um lugar fantástico para se envelhecer e cada vez mais me convenço de que a forma como enxergamos o mundo realmente muda a forma como o mundo nos afeta. Metade da sua covardia baseia – se na preservação de algo impossível de se preservar. O tempo é a única coisa que sempre existiu, escorre pelos dedos todas as suas pretenções de lutar contra algo tão devastador. O pior é que cobra severamente suas atitudes uma vez que não te permite voltar e te leva sempre de encontro ao inevitável, o arrependimento por tudo aquilo que não fez. Então qual o sentido de tanto medo? O medo te mantêm mesmo vivo? Qual sua definição de viver? Quem não se envereda no abismo da alma não encontra essas respostas, e dificilmente quem se arrisca, consegue transcrever em palavras. Ao menos em uma tentativa de alento, trazer fotografias da viagem aos fantoches das notícias do jornais seria válido? A mim, me soa como sarcasmo! Acredito de verdade que cada um sabe de suas necessidades, aqueles que fazem suas apostas naquilo que já conhecem, com a certeza empírica de que estão satisfeitos com o que já encontraram, ótimo. Encontrou paz de espírito em uma vida regrada, sem grandes surpresas ? Bom para você!O que são esses olhos desafiadores ? e esse ceticismo em suas atitudes? Por que me critica tanto? Devo estar louco ? Completamente equivocado procurando paz de espírito em novas emoções? Pergunto – me, baseado unicamente em minhas experiências (e necessidades) se é possível isso, se posso mesmo encontrar quietude apenas deixando a rotina ser o garçom de meu exigente paladar para restaurantes. Gosto de pratos exóticos demais para agüentar por tanto tempo pratinhos feitos. É isso que quero para mim ? O velho tempero do arroz da mamãe? É mesmo verdade ou seria uma desculpa covarde para deixar os seus monstros que te assolam, dividir cama contigo? Em qualquer uma das respostas, eu me recuso a acreditar que o remédio para tanta inquietude seja algo tão covarde e sem sentido. Amigos da estepe me salvem se tais pensamentos dúbios me assolarem. Talvez seja um lapso de personalidade daquele que voz escreve. Afinal escrevo cartas cujo destinatario se encontra dentro de mim. Perdoem me o mal jeito com as palavras, desse pobre e limitado batedor de teclas . Aproveito a maré de perguntas para mais uma: Perguntas são aceitáveis no mundo dos raros? Em caso de negativa resposta, abandono minhas pretensões de pertencer a vosso mundo, e caio de vez na ordinária vida do cotidiano. Sem as perguntas eu não sou nada, e a resposta para nós, pode nos ser dada em gotas homeopáticas. E eu que achava que sadismo era uma característica nossa. Sem mais, R.C
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