quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Vermelho Ruge
"Era sua desistência da velha infância, o abandono do vestido bem comportado, a transformação do velho cobertor em lençóis de vermelho ruge esvoaçante." R.C
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O derradeiro Café
É responsabilidade sua a falta de sentido em sua vida. É um dever seu procurar um meio de se manter de pé, mesmo que seja instável e inconstante. O seu desespero é a forma como a vida te esfrega as folhas do calendário na cara. É forte, é insensível, mas é sincero. É por isso talvez que pessoas busquem as ilusões e a falta de compromisso pela verdade. Para tentar escapar dos chacais e agiotas. No
final, se torna um tolo correndo em círculos, se afogando em suas dívidas, e se tornam seus piores inimigos. Os covardes! Quem paga a conta, no final, é sua memória, que sem as recordações que deveria ter tido no passado, vem cobrar com a foice na mão pela sua falta de atenção aos detalhes, pela falta de coragem para assumir os riscos de uma vida mais intensa. No final todos os covardes pagam suas dívidas, seja com uma alma despedaçada, ou uma mente rancorosa. Felizes aqueles que terminam o livro da vida em azul, ricos de memórias intensas, recordações primorosas e aquela sensação indescritível do orgasmo ligeiro. É loucura entregar enorme responsabilidade aos contadores e banqueiros. Esse tipo de riqueza se guarda debaixo do colchão, ou no final do arco íris, naquele pote de ouro dos contos de fadas. Ah eu quero isso pra mim, como eu quero. Quero chegar no final da vida, e rir da moça de preto, com sarcasmo, me oferecer pra amolar o fio de sua foice gasta, e depois tomarmos o derradeiro café. Até lá moça, eu quero flertar com o veneno que você coloca no meu copo, mas só por sadismo, eu nunca vou beber!Vou te dar um bolo na hora do encontro! Porque é assim que eu quero viver, e é assim que vai ser, até o vermelho virar azul, e meu espírito inquieto encontrar um pouco de plenitude nesse caos que é a vida.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Rádio Analógico
Eu apenas sinto que perdi o trem na estação. Todos partiram e eu fiquei neste mundo analógico enquanto todos andam por aí em seus mundos digitais, cheio de cordas tensas e regras de conduta. Qual estação se desce para o mundo das pessoas desajustadas? É lá que devia estar, pessoas devem ser felizes por lá, e tenho certeza que nenhuma criança passa fome. Nenhum idoso é desrespeitado e ninguém banaliza o amor. É lá que quero estar, essa estação aqui só toca as mesmas músicas, o rádio deve tá com o botão do sintonizador quebrado..._não ria de mim, meu rádio é analógico
domingo, 5 de agosto de 2012
Estradas Sinuosas
Dirigir por estradas sinuosas é uma escolha, não uma
obrigação. Haverão sempre as rodovias bem sinalizadas e cheias de pedágios como
primeira opção. São seguras, cheias de carros bem cuidados, mulheres de biquíni
e corpos esculturais aguardando no pódio de chegada. Sim, as grandes retas e a as conhecidas paisagens do
litoral. Uma escolha tradicional, aprovadas pelas famílias e amigos ordinários. Mas qual o verdadeiro propósito de uma viagem ordinária se o que procuro esta entre o incomum e o extraordinário?
Creio que se é alguma coisa parecido
comigo, concordará que os verdadeiros corredores e viajantes estão nessa empreitada porque se enjoaram de banhos de
champanhe e moças artificiais ao final da corrida. Muito provável, procuram
algo mais, alguma coisa entre a ultrapassagem e a certeza de curvas sinistras
logo à frente. Posso prever alguns corredores berrando em meus ouvidos,
cuspindo regras sociais e risos de escárnio sobre minhas escolhas. Mas quem
paga os pedágios, não são eles? E o maluco sou eu... dirigindo meu velho carro,
tomando a rodovia que segue para o Norte. Livre de impostos e cheia de
surpresas pelo caminho. Como não notar o excesso de sinalização de tais
estradas? Prevenindo o incauto motorista sobre seus buracos, curvas acentuadas
e pontes quebradas? Pode parecer
loucura, apenas desejo de aventuras, mas lembra-se do prêmio para as grandes
retas? Não se aprende muito com elas, tampouco o bom asfalto e as pontes bonitas. Temos
a perigosa tendência a não prestar atenção na paisagem quando corremos tão
rápido. Tudo passa despercebido, perdemos todos os detalhes que transformam em
ouro pedaços de ferro torcido. Eu
definitivamente não quero isso. Não quero diversão, não quero vias de acesso rápido,
não quero apenas o que se julga bom ou sensato para mim. Quero mais atenção às
rodovias escuras. Dirijo com faróis acesos, não se preocupe. Não sei qual o fim
leva o Norte e tenho sempre a sensação do desconhecido e do imprevisível. Isso
me anima tanto!!!! A única coisa certa, é de que esconde algo absolutamente
belo. É nisso que concentro minhas forças, e nessa certeza que confio meu livre
arbítrio. Sei que ficarei assustado depois de quebrar todas essas regras de conduta mas sei também que haverá alguma coisa lá na frente me dizendo
para relaxar, que a primeira hora antes do amanhecer é a mais escura, mas para
eu me recordar que bem próximo estará o sol e a revelação de tudo aquilo que eu acredito. Não fuja ao primeiro latido de cachorro, parece me dizer a voz que escuto, não fuja as primeiras
demonstrações de problemas nessa rodovia sem mapas, sem sinais de GPS e sem postos
de gasolina. Afinal, quem precisa dessas coisas para ser feliz? Sábias palavras dessa voz desconhecida, que me acompanha nesses dias, as quais gratamente gosto de chamar de sexto sentido.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Piratas
Não aceite menos do que merece! Fazer isso é se tornar barato, é permitir que barganhem seu valor! Para começar, sua vida é seu maior tesouro. Conheça bem a ilha que enterrara sua riqueza. Desenhe um mapa e confie na mão de um ou dois raros, que não estão interessados em te saquear como piratas, mas em cuidar de você caso você não possa cuidar de si mesmo! Nunca gostei de piratas, e nesses dias turbulentos, são eles que me batem a porta, com pernas de pau e tapa olhos! Sempre com riso fácil e promessas de novas fortunas! Recuse a oferta! Ofereça lhes Rum, mas cobre por eles, e cobre caro, caro o suficiente para nunca voltarem! Odeio interesseiros assim como odeio piratas! Bom Dia todos!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O preço das exclamações
Eu também queria seguir o plano, ser capaz de comprar minhas escolhas sem grandes perdas, nem ensaios de despedidas. Ser capaz de julgar, rotular, fazer leituras corretas e ter o prazer da renúncia ou as volúpias do amor bem sucedido. Mas sou um apostador, e como sempre ando pisando em ovos com solado de pregos. Saboto me em busca de uma afirmação de minha identidade ou para vender qualquer falsa impressão. É o pulo do gato, o último salto para o Blefe. Poderei eu, entender todas as minhas responsabilidades, quando as coloco em risco pelo exagero de minhas convicções? Divirto me em aventuras, como se não houvesse um amanhã ou talvez como se eu tivesse uma caixa mágica, dessas que me permitisse voltar no tempo a qualquer momento, acreditando assim que o tempo seria derrotado e não iriam me responsabilzar por ser tão displicente, tão bandido de minha segurança pessoal. Nunca me neguei a dar as duas versões de um sentimento ou as razões de uma aposta alta. Nunca recusei as ofertas de desejos baratos, nunca sequer recusei uma aposta que fosse absurdamente desvantajosa para mim. Não tenho de maneira alguma orgulho disso, mas não me chamem de covarde lá na frente. Irresponsável sim, estúpido sim, covarde, não! Naturalmente, tal postura trás a incerteza de dias sólidos e sentimentos bem estruturados, sendo um apostador, não posso esperar que meu mundo tenha alicerces bem estruturados. Mas e daí!? Quem finca raízes profundas, dificilmente poderá se mover sem se cansar da paisagem. Ficar entediado pela falta de ação e pela falta de amor próprio, é o que fatalmente acontece a jogadores e soldados da liberdade. Escrevi tudo isso apenas para dizer, que ando com poucas fichas, diante de um oponente que ha muito tempo não me convidava para jogar. Eu certamente pagarei para ver, mas não sem admitir que to deveras assustado, de mãos trêmulas e totalmente aturdido com a velocidade como tudo isso aconteceu. Ando sem minhas queridas exclamações, é o preço cobrado! Poucas fichas, lembra?! A banca cobra sério e ha sempre a perigosa oferta de empréstimo dos chacais, e eles são implacáveis. Por ora, despeço - me observando sinais! No entanto, se ha mesmo alguma oferta de amor e alguma dose de sinceridade, seja gentil e ofereça me algum mapa ou bússola que me aponte a direção correta. Minha dúvida é, existe mesmo uma?!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Obrigado Amyr
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." Amyr Klink
terça-feira, 5 de junho de 2012
Amoras
Mas pra constar, não gosto do jeito parado que as coisas em preto e branco me reportam! Se vc fosse mesmo meu mundo, te pintava de cores vivas! Gosto de cor, de alegria, de sentimento, de prazer de amor e de energia pra curtir isso tudo! Confesso que ha bastante interesse nos opostos, uma curiosidade singular mas gosto de olhar do alto, sem penetrar nesse mundo. A vida é curta demais para perder tempo com redomas, bolhas, comidas sem tempero e passagens economicas para lugares longes! Quero seu Sal, seu Açúcar, sua pimenta mais forte e esse seu lado que deseja viver e ser feliz! Se não for pedir muito, me traga tmb amoras de sobremesa! São deliciosas e deixam o céu da boca Roxa" Uma dessas conversas qualquer com a querida Maria Luísa Sanches
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Sorvete de Jiló com calda de cereja
A Ignorância é um dom. Sempre acreditei nisso, embora jamais tenha gostado da acidez que provoca ao meu espírito inquieto. Confesso também que nunca tive certeza sobre a solidez de seus alicerces.
Leva algum tempo até percebermos que o sorveteiro da esquina pode ser mais feliz que você, envolvido em teias complexas e missões ultra secretas. E a simplicidade do vendedor de churros pode ser mais elegante que seus ternos de costura italiana. Os olhos do pipoqueiro podem ser mais belos que seu moderno Ray Ban. E você ? Nunca se apaixonou pela simplicidade de uma velhinha, de ternos olhos azuis e doces histórias? Você é mesmo tão moderno assim que nem nota tanta elegância e simplicidade? Parece uma sabedoria tranquilizante, alguma dessas contadoras de histórias e fazedoras de doces incríveis. Aqueles doces que te levariam ao céu na primeira mordida, e no inferno ao se pesar na balança. Pois é!
Muitas vezes estamos cercados de conceitos e preconceitos, em choque com a verdade,protestando de cara feia aos absurdos de nossas vidas. Enviando abaixo assinados contra o "Non sense" de nosso cotidiano. Sabe aquela impressão de que nada nos interessa? De que tudo é previsível e irremediavelmente entediante? Tanta informação, tanta busca do saber, e tanto ceticismo. Estaremos correndo no sentido contrário da corrida? Porque não vejo aplausos ou pódios de chegada?
Somos chatos! Aprendemos, erramos, evoluímos e perdemos a capacidade de sonhar, brincar se iludir. Construímos cadeias de armadilhas, nos sabotamos em prol de algum senso de evolução inconsciente. Deve me achar louco ne?! Talvez! Mas e você que se recusa a usar seu pensamento animal? Se recusa a ser irracional as vezes com medo de perder o que nem tem?! Afinal, medo do que? De uma falsa impressão de segurança racional? De uma compulsiva caminhada ao sórdido? Ao insólito ? Ao burguês? É Tétrico! É desagradável, é de um puta mau gosto. Vivemos pedindo sorvete de jiló com calda de cereja. Naturalmente, tem cara de milkshake de morango do Bob's. Mas deve ser jiló...ah deve ser.
Reflexivo, intrigado, louco, talvez com certa necessidade de fuga da realidade. Talvez imaturo, carregado de um sentimento lúdico exagerado. Talvez, tantos "talvez". Choque!
"Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."
As vezes precisamos encontrar novamente nossa condição de aprendizes da vida para cair nossos conceitos quadrados. Ser um forasteiro novamente e se aventurar na terra das surpresas e emoções. Calçar as sandálias da humildade e aprender novamente a pescar, a atirar pedras no lago. Nós, detentores de egos inflados e mundos geometricamente perfeitos, somos entediantes. Inadequados, antiquados e antipáticos. Aaaaaah moço que navega no rio, pode me ensinar a ser como você ? Simples como a correnteza mansa que deságua no mar. Aaah moço que mora na montanha e cultiva feijões gigantes, ensina me a fazer a leitura das nuvens mas não permita me aprender demais. Quero a ignorância. Quero o mistério disso tudo e fugir da inevitável antipatia das cidades grandes.
Tenho sonhos grandes demais para permitir - me ser quem não quero ser. Sem meus sonhos, não sou ninguem.
" Eu tinha-me vendido a todos os caprichos e extravagâncias; deixara-me arrastar ao mais profundo abismo da depravação."
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domingo, 29 de abril de 2012
Master or Slave?
Quando você se liberta de algo, seus ombros não só ficam mais leves como também sua consciência, que agradece pelo seu olhar mais atento aos detalhes. E os detalhes, bom, o inferno mora neles, e sua alforria também! R.C
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cansado...
Tenho muitas dúvidas sobre a natureza do ser humano e sua essência. Sobre seu caráter e suas escolhas. A vida ensina, com cortes de precisão cirúrgica sobre muitas verdades que nos cercam. É bem verdade isso, e dói, é sem anestesia. A verdade é que venho aprendendo já tem um tempo, que dificilmente alguém alcança um cargo de poder, sem ser um belo de um filho da puta. Sem ser um homem corrupto, sem ter sido puxa saco de alguém. Meus parabéns a quem conseguiu por mérito, por meio de lutas, sangue e suor, honestidade e sobretudo justiça, ser alguém importante. A estes eu aplaudo de pé e lágrima nos olhos . Por onde passo vejo uma peneira cruel, onde fica agarrado na tela covarde, os bons, humildes, justos e sinceros. Estes não são valorizados, descartados como seringas usadas, tem sua serventia colocada a prova. O pouco de anestesia que resta, deriva muitas vezes do ópio, alcool, e outras drogas pouco comentadas. Estou ficando cansado de lutar contra esses sacos de bosta, com o tempo o braço cansa, a língua fica ferida, os calos aparecem e o peso nas costas aumenta de forma considerável. Já lutei contra muitos tipos de babacas, passei por escolas altamente corruptas, onde a prostituição de seus valores predomina no campo de batalha. Pra onde iremos ? Até quando sentirei repulsa e nojo por este modelo cruel de sobrevivência ? Para sobreviver tem que ser malandro e engolir a seco o fato de ser roubado ? Assaltado a mão desarmada e baixar a cabeça ? Não seria melhor agredir de volta? Não sei, to cansado. Este pobre que vos escreve estava a 48 horas em branco e hoje dormi 22 horas seguidas...o quadro clinico é grave...receio não ter cura. Ou sou eu o errado, ou ta tudo muito fudido mesmo.
R.C
R.C
sábado, 31 de março de 2012
Jogadores
A vida é um jogo, e você quando nasce já se torna o jogador. Ignorar tal verdade te traz ilusões, e nem sempre ilusões te levam a algum lugar. Se você pensar que é um fraco e só se permitir jogar contra adversários de natureza inferior, você fará desse pensamento a maior verdade de seu mundo. Derrotando apenas vagabundos, talvez vagabundo você também será. Não subestime sua capacidade de vencer e desafie oponentes cada vez mais fortes que você. Existe uma beleza poética no combate, e ser um combatente em todos os campos da vida, te torna um guerreiro, não um general da guerra. É tudo uma questão de saber optar sempre pelo bom combate. A derrota não é tão amarga e a vitória tem sabor de um milkshake assim qualquer num dia de verão.
domingo, 11 de março de 2012
Bom Paladar
Novas aventuras, **** (nome do lugar protegido) foi fantástico!Surpreendi - me com uma noite anarquista da melhor qualidade e em ótima compania! Essas noites maravilhosas são raras e quase sempre bem intensas! Infelizmente agora, ando carimbando meu passaporte com lugares que ele não é definitivamente necessário. Ao menos me resta ousar sonhar com lugares distantes.Já posso ouvir os tambores africanos aqui do continente? Recuso - me a permanecer muito tempo olhando para o mesmo lugar, cansa a vista, cansa a mente e transborda de tédio minha alma.Ora, Arrastar seu corpo em guetos perseguindo sombras enquanto há luz,emoção e cor nos arredores do mundo demonstra total falta de bom senso e péssimo paladar para roteiros de viagem, bons restaurantes e companias divertidas. Afinal qual o objetivo de quem não se arrisca? Rostos sem vida estão cada dia mais próximos da morte, e parecem não se dar conta do olhar sombrio e expressão assombrosa de horror que tais rostos me provocam. Fazem de propósito para me assustar? Quanta maldade! Compramos espelhos para eles, na esperança de lançar alguma luz ? Desperdiçam suas vidas seguras, tirando a poeira de suas redomas de vidro, preocupados de forma exagerada com a influência que o mundo exterior tem em suas vidas perfeitas(Ouso dizer patéticas?). Qual tipo de segurança ou certeza estão buscando? É mesmo uma escolha de vida ou uma certeza covarde de suas privações? Aventure – se! O mundo é mesmo um lugar fantástico para se envelhecer e cada vez mais me convenço de que a forma como enxergamos o mundo realmente muda a forma como o mundo nos afeta. Metade da sua covardia baseia – se na preservação de algo impossível de se preservar. O tempo é a única coisa que sempre existiu, escorre pelos dedos todas as suas pretenções de lutar contra algo tão devastador. O pior é que cobra severamente suas atitudes uma vez que não te permite voltar e te leva sempre de encontro ao inevitável, o arrependimento por tudo aquilo que não fez. Então qual o sentido de tanto medo? O medo te mantêm mesmo vivo? Qual sua definição de viver? Quem não se envereda no abismo da alma não encontra essas respostas, e dificilmente quem se arrisca, consegue transcrever em palavras. Ao menos em uma tentativa de alento, trazer fotografias da viagem aos fantoches das notícias do jornais seria válido? A mim, me soa como sarcasmo! Acredito de verdade que cada um sabe de suas necessidades, aqueles que fazem suas apostas naquilo que já conhecem, com a certeza empírica de que estão satisfeitos com o que já encontraram, ótimo. Encontrou paz de espírito em uma vida regrada, sem grandes surpresas ? Bom para você!O que são esses olhos desafiadores ? e esse ceticismo em suas atitudes? Por que me critica tanto? Devo estar louco ? Completamente equivocado procurando paz de espírito em novas emoções? Pergunto – me, baseado unicamente em minhas experiências (e necessidades) se é possível isso, se posso mesmo encontrar quietude apenas deixando a rotina ser o garçom de meu exigente paladar para restaurantes. Gosto de pratos exóticos demais para agüentar por tanto tempo pratinhos feitos. É isso que quero para mim ? O velho tempero do arroz da mamãe? É mesmo verdade ou seria uma desculpa covarde para deixar os seus monstros que te assolam, dividir cama contigo? Em qualquer uma das respostas, eu me recuso a acreditar que o remédio para tanta inquietude seja algo tão covarde e sem sentido. Amigos da estepe me salvem se tais pensamentos dúbios me assolarem. Talvez seja um lapso de personalidade daquele que voz escreve. Afinal escrevo cartas cujo destinatario se encontra dentro de mim. Perdoem me o mal jeito com as palavras, desse pobre e limitado batedor de teclas . Aproveito a maré de perguntas para mais uma: Perguntas são aceitáveis no mundo dos raros? Em caso de negativa resposta, abandono minhas pretensões de pertencer a vosso mundo, e caio de vez na ordinária vida do cotidiano. Sem as perguntas eu não sou nada, e a resposta para nós, pode nos ser dada em gotas homeopáticas. E eu que achava que sadismo era uma característica nossa. Sem mais, R.C
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Praticando meu inglês

There is no hope without Trust! How could you believe in something as far as nobody seems to believe in any word that you say? You back down on the ground in nobody's land. You must believe in yourself otherwise nobody will. Challenge yourself doing the same things to show everybody how good person you are. Give your best and all your efforts won't be enough. You'll fail. So,remains the same questions: how good are you ? would you believe in yourself ? are you strong enough? Can you blame somebody ? back to the old fears...I hope you know what I mean.
I Apologize for bad feelings and for any english mistake as well ...sometimes the world seems to be in the dark and on those days I prefer to spend my days digging holes in my garden looking for golden rabbits and for sure looking behind my back to the glory of the golden days of my life.
Raoni Carrara
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Feelings
O amor requer cuidados. Precisa da exposição imediata do seu eu mais nobre, alternando entre bem querer e excesso de zelo. Não me espantaria se eu trocasse medalhas pelo sorriso Dela, aplausos pela felicidade Dela, são moedas que ao primeiro olhar, revela ingenuidade e até um certo romantismo cafona. A realidade é que só ama quem sai de sua zona de conforto, só se apaixona quem pula em abismos completamente desconhecidos. Não ha amor dentro da normalidade, tampouco ha paixão dentro da rotina. Amor e paixão é a quebra da lógica, o patamar mais alto tangenciando os dedos de Deus, que sobre olhar aprovador, sorri ao perceber que você, ser humano, entendeu o verdadeiro significado do amor. O Grande barato, é que você não sabe. Não percebe jamais sua compreensão sobre sentimento tão nobre, até que ele te prova existir. Quando você sente aquela pontada de dor que te deixa aturdido, coagido, sem saber o que fazer. Por alguns instantes, você sente alguma coisa explodindo por dentro, algum trem em alta velocidade que sai dos trilhos...A imagem projetada é de um colapso do trem com a estação, onde lá, esta ela, toda coberta de luz acenando a espera de um sorriso seu.
A sensação é de absurda impotência, a iminência do perigo te transforma e você percebe que suas prioridades caem por terra, que sua filosofia estava errada. Seu bem mais valioso não é a própria vida e você trocaria de lugar, sem hesitar por um instante, se soubesse que poderia salva - la do perigo.
Perdoem - me se pareço prepotente, tentando usar palavras para definir o amor, se pareço grosseiro e arrogante, não foi intencional, juro.
Ando emotivo, com os nervos a flor da pele, e com aquela velha inquietação, antigo conhecido meu, que sempre me assusta e mete medo.
Sem mais por hoje,
RC
A sensação é de absurda impotência, a iminência do perigo te transforma e você percebe que suas prioridades caem por terra, que sua filosofia estava errada. Seu bem mais valioso não é a própria vida e você trocaria de lugar, sem hesitar por um instante, se soubesse que poderia salva - la do perigo.
Perdoem - me se pareço prepotente, tentando usar palavras para definir o amor, se pareço grosseiro e arrogante, não foi intencional, juro.
Ando emotivo, com os nervos a flor da pele, e com aquela velha inquietação, antigo conhecido meu, que sempre me assusta e mete medo.
Sem mais por hoje,
RC
domingo, 15 de janeiro de 2012
Sombras

Você é Honesto ? Acredita na sua índole? Faz o Bem ? Tem a consciência tranquila? Então pessoa, você é rara e vale milhões. Não se importe se aquele cara ou aquela garota não te da o devido valor. Somos acostumados a valorizar o que é palpável. Mas, de alguma forma, o universo tende a consertar de uma forma bem similar essa distorção de valores. Se você se mantem no caminho do bem, coisas inexplicáveis aparecem em sua vida, e sem pedir licença, enche de sol lugares sombrios. Basta ter olhos mais atentos para enxergar...Simplesmente aceite a luz, Na penumbra, a pouca luz aumenta a sombra de coisas que deveriam ser minúsculas, e tomam proporções enormes. Então deixa o sol entrar e verás que aquele monstro enorme, é na verdade só um monte de pequenas coisas que você não conseguia enxergar.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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