segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Migrando para um domínio próprio

Amigos que me seguem, depois de alguns pedidos resolvi ter um domínio próprio, onde posso postar com maior visibilidade as coisas que escrevo e quem sabe um dia terminar meu tão sonhado livro.

Sendo assim, não mais postarei aqui. Aqueles que me seguem, por favor salvem nos favoritos do seu browser o site:

 www.passagemdasletras.com

Obrigado a todos que me acompanham!


Novo Site:  


Beijos do Rao


Lugares perigosos

Existem lugares perigosos, passos cautelosos são necessários, cuidados que nos cercam e envolvem nossa alma na tentativa de nos proteger de quebras de paradigmas.  O perigo é admitir de vez que é pássaro ou peixe e inverter todos os laços que temos com nossos entes mais queridos. Lugares perigosos te permitem voar sem asas e nadar sobre as águas sem precisar respirar, ou você abandona todas as suas crenças terrenas e se transforma ou admite que não esta preparado ainda e retorna para o conforto do que chamamos de lar.

Existem sintonias que não se explicam, e terras mágicas que a razão jamais explicaria. O corpo se desprende da mente e transcende a matéria, em sintonia com as energias que emanam da terra, aceleram a vibração da matéria etérea e densa que constitui a nossa consciência.

Assim me vi criado, em 29 anos de existência extasiado pela necessidade imperiosa de mudar, mudar todos os conceitos e correntes que tenho, abandonar toda a necessidade de uma vida urbana pra mergulhar no maior mistério da criação,  nas eternas água das cachoeiras criadas pela nossa amada mãe natureza.

Obrigado Visconde de Mauá, Maringá, Maromba pela experiência maravilhosa!

Raoni Carrara

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Demissão!

Vivemos de pequenos dramas, de pequenas contradições. Uma comédia sem ensaios, sem atores famosos. Você é o protagonista de uma bizarra coleção de atrapalhadas e o público nem ri. O palco é mesmo o grande momento, segurando em uma mão a espada, no outro o coração. De um lado a verdade, do outro a trapaça, desse jeito a vida veste a armadura da arte e assim podemos participar da ilusão de que tudo não passa de uma simples encenação. Participamos de épicas batalhas, seguindo o enredo das tradições a das trágicas estórias e histórias de amor. Onde deixamos os finais felizes?! E cadê esse sacana que contratou os atores?! Falta sensibilidade, falta bom gosto, falta bom humor...cadê você?! Volta aqui que eu quero te despedir!!! 

domingo, 8 de setembro de 2013

Pessoas de segundos


Somos pessoas de segundos, entre as batidas do coração, vivemos de paixões rápidas e de tentativas de acerto. Nos mais elevados níveis da razão, vivemos de proteção, na tentativa equivocada de não nos machucar. Quem vive se machuca, e não acredito ser proposital essa tentativa sem sentido de não viver. A gente só não sabe exatamente o que faz, e instintivamente vai morrendo ao passo que todas as tentativas parecem machucar. A gente vai vivendo e morrendo nessa gangorra, entre fugas e tentativas de fazer as coisas do jeito certo!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Botões

Era mais fácil quando as ações se resumiam a apertar botões sem ligar para as consequências. Hoje os botões ativam bombas, e bombas sempre ferem alguém! Era mais fácil quando o propósito de nossas vidas era impreciso e pertencente a um futuro ainda distante. Hoje o futuro se assemelha ao presente e confunde nosso passado! Os botões são de cores sortidas, onde estarão os botões de cor vermelho-sangue, característico dos botões perigosos? E as advertências? Onde estão as caveiras sorridentes indicando o perigo...?

No rastro das verdades, as migalhas remontam nossa condição. No rastro das mentiras e caminhos tortuosos, o homem vai se afundando e se envergonhando dentro dessas veredas. É de vergonhas e vaidades que vão sobrevivendo e angariando recursos para cada vez mais tentar te atingir.
Bem sucedidos ou não, ainda não aprendi a lidar com esse tipo de escória nem com essas verdades inquietantes sobre a natureza humana. Há algo que compreendi ao longo desses anos : É preferível depender só de si para voar do que confiar a manutenção de suas asas na expertise de olhos que só enxergam cifrões. Cifrões são perigosos e tendenciosos, vão te levar ao chão na primeira oportunidade sua de bater asas!
De pé em pé eu chego lá, na ânsia de buscar velocidade para voar! Mas eu vou voar, ainda hei de voar!

Raoni Carrara

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Caleidoscópios


Talvez a vida seja isso mesmo, um caleidoscópio onde cada movimento seu gera novos quadros coloridos a serem vistos por alguém interessado por você. Tudo se deve ao reflexo da luz exterior que ao adentrar neste pequeno pedaço de vida, ou de vidro que é você, e muda tudo, absolutamente tudo. Sua percepção de tempo, de idéias de certezas... Triste mesmo é quando somos para outrém caleidoscópios quebrados, repetitivos com suas imagens em preto e branco. É preciso mesmo bastante cuidado com nossa vida, as vezes trocar nossos pequenos pedaços de vidro é importante...refletir novas idéias, novas imagens...não deixar que apenas a luz exterior tenha efeito direto sobre você! Você também pode se reinventar, e deve mesmo fazer isso. R.C

sexta-feira, 8 de março de 2013

Diretor de meu próprio filme



O mundo anda cheio de oportunidades para todos e o que eu pareço perder, se assemelha ao que todos parecem ganhar. Sei que no final, cada um é protagonista do próprio drama, mas se estou exagerando nos fatos, é porque não consigo conviver com a angústia dos sentimentos sem nome, que são covardes e não se apresentam com seus cartões de visita. Não sei o que sinto, e receio não sentir absolutamente nada, pois o estado de letargia parece me assombrar. É como viver anestesiado, sem sentir dor alguma, e isso incomoda! Não quero ser a rainha do drama, nem o Rei das minhas convicções, mas desconfio que estou perdido.
Se por um lado, a vida profissional parece fluir bem, pelo outro lado sou o protagonista, diretor, coadjuvante de minha própria história pessoal. E estou preso nela, como se não pudesse cancelar o filme e voltar para casa, em busca de algum conforto. Quem escreveu o roteiro fui eu, quem contratou os personagens também, mas quero mudar, reinventar, porque não suporto olhar para a lista de pessoas que demiti de minha vida. Eu não quero assistir esse filme, e gostaria que ninguém visse.
No mundo da fotografia digital, me vejo perseguindo câmaras escuras em busca de negativos do passado. O que pretendo buscar no passado? “O dedo do destino escreve, e tendo escrito segue adiante. Nem toda sua devoção e engenho farão com que volte para cancelar meia linha sequer, nem todas as suas lágrimas apagarão uma só palavra.”
 Sinceramente, não gosto de como me sinto e embora esteja me contradizendo, não quero absolutamente descobrir o nome para tudo isso. Na verdade, eu não sei o que quero, e receio que esse looping, não tenha, jamais um fim .

Raoni Carrara